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Os BRICS lançarão sua criptomoeda?

BRICS estudam a criação de uma nova criptomoeda

Na semana passada, os países que formam o BRICS – acrônimo de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – encontraram-se em Brasília para sua 11ª reunião de cúpula. Realizada anualmente, o evento tem a presença dos chefes de Estado de cada uma das nações, que se reúnem para tratar de temas ligados à economia, tecnologia, segurança e meio ambiente.

Contando com as grandes economias do mundo emergente e uma população total de mais de 3 bilhões de pessoas, as cúpulas do BRICS são eventos de grande relevância no cenário da política internacional. Devido ao contexto político complexo na América Latina e no mundo, no qual há grandes diferenças no posicionamento de cada uma das nações, o 11º encontro focou-se sobretudo no aspecto comercial e econômico da relação entre esses países.

Um dos principais anúncios foi o da possibilidade de criação de uma criptomoeda dos BRICS – e o blog de Cripto InterCambio explica tudo sobre essa possibilidade para você.

Uma criptomoeda dos BRICS?

As tecnologias de blockchain trouxeram inúmeras vantagens para a realização de transferências de dinheiro, como os custos baixos, a velocidade e a segurança nas transações. Com a popularização dessa tecnologia, cada vez mais pessoas, empresas e países têm buscado novas possibilidades de sua aplicação.

Mas, para além desses benefícios, há um aspecto dessa tecnologia que é muito relevante para as nações que constituem o BRICS: a possibilidade de realizar transações internacionais sem depender do dólar norte-americano.

O projeto ainda está em fase embrionária, então ainda não se sabe como será concretizado. Segundo afirmou um dos membros do conselho de negócios do BRICS, Kirill Dimitriev, o grupo estuda duas possibilidades distintas, mas complementares:

  • O estabelecimento de um sistema de pagamentos constituído pelos próprios membros. Isso facilitaria as transações em moedas nacionais e, segundo as expectativas, poderiam aumentar os investimentos diretos de país à país e possivelmente facilitar as transações do NBD – o Novo Banco de Desenvolvimento, espécie de “FMI dos BRICS”;
  • A criação de uma criptomoeda comum, que poderia facilitar enormemente fluxos comerciais entre governos e empresas do países-membros da agremiação.

Para além do dólar

Sem dúvidas, há um aspecto político nessa empreitada. Toda transação realizada em dólar passa pela rede SWIFT (sigla de Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunications, em inglês). Em poucas palavras, trata-se de um sistema localizado nos Estados Unidos, que estabelece critérios de padronização e seguranças para as transações internacionais. Em sua rede, estão mais de 200 países e cerca de 11 mil empresas.

Mas se por um lado isso facilita enormemente transferências internacionais entre países, empresas e indivíduos (quem já realizou transferências internacionais certamente já se deparou com um Código SWIFT), o problema são os usos políticos do sistema. Por submeter-se à legislação americana, é a partir do sistema SWIFT que os EUA são capazes de promover embargos a seus adversários – como Cuba, o Irã e a própria Rússia.

Com isso, apesar de suas diferenças políticas, há tempos que os governos de Rússia, China e Índia vêm estudando a criação de seus próprios mecanismos, semelhantes ao SWIFT, com os quais possam fazer transações sem depender do dólar americano. A China, por exemplo, criou o CIPS (China Internation Payments System, em inglês), cuja moeda-padrão é o_ renmibi_. Já a Rússia desenvolveu o seu STFM (System for Transfer of Financial Messages, em inglês), operado em rublos.

Com o anúncio realizado na 11ª cúpula dos BRICS, tais países dão mais um passo na direção de menor dependência do dólar, atraindo também Brasil e África do Sul para esse processo. No entanto, há de se notar que tais sistemas são inteiramente baseados em moedas fiat, e não se utilizam da tecnologia blockchain. Nesse sentido, a grande novidade do encontro foi mesmo o anúncio da possibilidade de criação de uma criptomoeda.

BRICS e o futuro das criptomoedas

Na 11ª Cúpula os países assinaram um memorando de entendimento sobre o projeto, que ainda está em fase embrionária e não tem data para se concretizar. No entanto, o anúncio público da possibilidade de criação de uma criptomoeda do BRICS é um claro indício da legitimidade que vêm ganhando as criptomoedas na economia mundial e das amplas possibilidades para seu futuro.

Aliás, um site que vale a pena conhecer para se inteirar mais sobre o presente e o futuro do criptouniverso é Cryptowisser. Além do conteúdo específico sobre uma enormidade de criptomoedas, comparação de carteiras virtuais e dicas sobre as melhores exchanges, a página também traz debates sobre o contexto internacional dos criptoativos. A seguir, explicamos brevemente a situação do cripto em cada um dos membros do BRICS.

  • O Brasil é um dos países com maior movimentação de criptoativos no mundo. Se ainda em 2017 o Banco Central emitia uma circular alertando para a instabilidade e os riscos financeiros envolvidos no investimento em altcoins, em 2019 a situação é distinta. Hoje, o próprio BNDES está ajudando a promover startups inovadoras no ramo de blockchain, e o BC passou a contabilizar o cripto no PIB,que é uma forma de legitimar esse ativo.
  • As criptomoedas se tornaram muito populares na Rússia, que é um dos maiores mercados mundiais do ramo. No país, há uma certa ambiguidade em relação ao tema – o tema ainda não foi regulamentado no âmbito legislativo, embora hajam centenas de startups e projetos na área.
  • O caso da Índia é semelhante ao russo: são inúmeras as iniciativas e startups no ramo de blockchains e criptoativos, mas ainda não há regulação específica. Há uma lei a espera de votação no Congresso do país que pode o cripto por lá – mas a votação foi adiada para o próximo ano.
  • A China adota a política de “blockchain sim, Bictoins não”. O país têm sido bastante severo com o Bitcoin e outras moedas concorrentes: a mineração e a circulação de cripto permanecem completamente ilegal por lá. No entanto, o país vê com bons olhos o desenvolvimento das tecnologias de blockchain. O presidente do país, Xi Jinping, já afirmou repetidas vezes que a China deverá abraçar a tecnologia – e há rumores até de um possível lançamento de uma criptomoeda oficial do Estado chinês.
  • Por fim, a África do Sul também tem grande potencial para as criptomoedas. Está entre os 10 maiores utilizadores de cripto do mundo, e seu Banco Central afirmou que, por enquanto, não pretende interferir na legislação da área.

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